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A defesa do cabo da Polícia Militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, preso na segunda-feira (8) pelo assassinato de Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, morto com um tiro no peito dentro de sala do cinema no shopping de Dourados, afirmam que os depoimentos de testemunhas do caso poderão inocentar o cliente. 
 
Em nota de esclarecimento divulgada na tarde desta quarta-feira (10), os advogados Leonardo Francisco Arosi e Paulo Rogério detalharam que “até o momento, dada a complexidade do caso, não houve tempo hábil para coletar provas suficientes a comprovar a veracidade dos fatos ocorridos, faltando depoimento de várias testemunhas e a juntada de laudos periciais”. 
 
Durante audiência de custódia realizada nesta tarde, o juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal de Dourados, converteu para preventiva a prisão em flagrante do militar. 
 
O magistrado também negou o pedido da defesa, para que o autuado prossiga custodiado no Comando de Polícia Militar Ambiental de Dourados, onde é lotado. Ele determinou que o comandante da unidade deve ser oficiado “para que proceda a imediata transferência do autuado para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande”, “tendo em vista que a unidade penal própria para custódia de presos militares, ainda que provisórios, é o Presídio Militar Estadual”.
 
Contudo, os advogados destacaram que “apesar de o Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Dourados/MS entender pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, acreditamos que a inocência de nosso cliente será comprovada no curso das investigações”.
 
“Contamos que todas as testemunhas que ainda não depuseram formalmente sobre o caso o façam relatando mais pura verdade dos fatos que presenciaram, não se deixando levar pelo sensacionalismo de alguns veículos de comunicação ou por pré-julgamentos infundados publicados nas mídias sociais, resguardando, assim, o cumprimento efetivo da justiça”, pontuaram.
 
Responsável pelo inquérito policial, o delegado Francis Tadano, do 2º Distrito Policial, pretende colher os depoimentos de familiares da vítima a partir da próxima semana. Julio foi morto na frente da filha, de 16 anos, que precisou ser levada pelo Corpo de Bombeiros a um hospital da cidade por apresentar quadro de pressão alta e frequência cardíaca acelerada. 

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